Greve Geral

A Brasa é uma empresa jovem, formada por gente jovem que está tentando fazer na prática as coisas de uma forma diferente. Aqui todos temos acesso aos resultados financeiros de forma aberta, é parte do nosso controle, assim como as formas de divisão e reconhecimento de trabalho, que são geridas pela própria equipe, de maneira horizontal. Sobre a paralisação da próxima 6a feira não foi diferente, compreendemos que é momento de todo brasileiro se posicionar, então assim, estamos o fazendo.

A equipe da Brasa irá aderir à paralisação nacional do dia 28/04/2017, pois consideramos este um exercício legítimo e consciente de cidadania. Os movimentos sociais e centrais sindicais convocaram essa greve geral nacional contra a reforma da Previdência e mudanças na legislação trabalhista propostas pelo governo de Michel Temer, e nós como cidadãos conscientes da importância dos direitos sociais adquiridos mediante muitas lutas dos que vieram antes, vamos atender a esse chamado.

Convidamos vocês a unirem-se a nós nesta reflexão e contamos com a compreensão de todos neste momento delicado que vivemos em nosso país. Estaremos disponíveis para esclarecimentos e emergências caso necessário.

Desde 1996 o país não tem uma greve geral

O último movimento que teve a proposta de paralisar o Brasil aconteceu há mais de 20 anos. “Desde 1996 o Brasil não vive uma greve geral. Os sindicatos estão mobilizando suas bases, aprovando a participação das categorias em assembleia“, disse João Cayres, secretário-geral da CUT.

Segundo Paula Marcelino, professora do departamento de Sociologia da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo), o que vai garantir o sucesso da greve geral é quais categorias vão aderir a ela. “Certas categorias têm uma capacidade de pressão mais expressiva, como os metalúrgicos, o setor dos transportes, petroleiros. Os professores, por exemplo, não têm praticamente nenhuma”, explica.

Estamos falando de um país de dimensão continental, mesmo para uma única categoria conseguir com que os trabalhadores parem em todos os Estados não é algo simples“, pondera Marcio Pochmann, professor do Instituto de Economia com com ênfase em políticas e do trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Diferentemente das greves gerais das últimas décadas, os temas tratados dizem respeito à problemas econômicos que são sentidos no bolso do trabalhador. “Além disso, há uma capacidade muito maior de mobilização que ultrapassa os sindicatos”, disse Pochmann.

Mas porque Greve? E pode?

Ligamos a TV e ouvimos no noticiário que os médicos entraram em greve deixando milhares de pacientes nas filas dos hospitais à espera de atendimento médico; que a educação sofre os efeitos das greves de professores que querem ter atendidas suas reivindicações; que determinada cidade está parada porque o sistema de transporte coletivo entrou em greve deixando a população em casa quando cada cidadão deveria estar em determinada empresa exercendo sua função.

Situações assim fazem com que se questionem as responsabilidades destes profissionais. Afinal, como pode um médico deixar seus pacientes, um professor deixar seus alunos? Para que serve e o que vem a ser uma greve?

Sobre o verbete greve o Grande Dicionário Larousse Cultural da Língua Portuguesa, afirma: “GREVE s.f. (De Grève, nome de uma praça em Paris, onde os operários sem trabalho reuniam-se para serem contratados.) Parada coletiva, voluntária e combinada do trabalho ou do estudo, para obter o atendimento de reivindicações”.

Ou seja, greve é, sobretudo, um instrumento de pressão dos trabalhadores sobre os empregadores, sejam as empresas ou o Estado, para que suas reivindicações sejam atendidas. Greve é uma paralisação de atividades de determinada área, feita em comum acordo, geralmente sob orientação de sindicatos que são os responsáveis por lutar pela garantia dos direitos da dita categoria.

Originalmente, quando acontecia uma greve ela chagava ao fim quando uma das partes vencia, em geral vencia o mais forte. Significa dizer que as greves não eram consideradas um direito dos grevistas e, portanto, não eram regulamentadas por lei. Com o tempo, porém, reivindicar melhores salários, melhores condições de trabalhos etc, passou a ser um direito dos cidadãos que podiam ser exigidos através das paralisações de atividades, isto é, das greves.

No Brasil, apesar de proibidas ao longo do período do regime militar, o direito à greve é atualmente assegurado pela Constituição Federal de 1988 – lei maior vigente no país -, que afirma em um de seus artigos:

Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.

O que se pode perceber é que, como qualquer outro direito, o direito à greve traz em contrapartida alguns deveres como o de manter os serviços essências à comunidade e o de não abusar do direito sob pena de sofrer punições legais. Não se trata, portanto, de interromper atividades porque se quer ficar em casa, mas de reivindicar condições dignas de trabalho. Cada um que esteja envolvido deve estar ciente das condições, do que é seu direito mas também do que é seu dever enquanto grevista.

A experiência da greve, com o tempo deixou de ser uma ação específica dos trabalhadores, bem como ligada a atividade remunerada. Por isso é que se pode ouvir falar, por exemplo, em greve de fome. Alguém que resolve fazer greve de fome está, sem dúvida, reivindicando algo que lhe traz insatisfações.

A pressão que uma greve exerce sobre os empregadores acontecerá de forma diversa para os diferentes setores. Daí porque algumas categorias têm suas reivindicações atendidas mais facilmente que outras. Ou seja, o atendimento das reivindicações levará em conta os transtornos que a paralisação trouxer à sociedade. Assim, se, por exemplo, o sistema de transporte coletivo de uma cidade como São Paulo parar, as empresas terão muito mais pressa em entrar em acordo com os grevistas para que eles retornem ao trabalho, caso contrário, a cidade pára e a produção, consequentemente, também deixa de acontecer. Se, no entanto, se tratar de uma paralisação dos professores, as providências não são tomadas tão imediatamente como no caso anterior, pois os efeitos desta só serão percebidos muito posteriormente e, ainda assim, se alguém resolver observá-los.

Fontes: UOL, Mídia Ninja, Info Escola

2 anos da Brasa

2 Anos de Brasa

Feliz aniversário São Paulo. Feliz aniversário Brasa! Hoje (25/01/2015) faz 2 anos que, eu, meu irmão, e mais dois amigos/parceiros de trabalho fundamos a empresa, esse nome foi o resultado de uma longa pesquisa de mercado, de sonoridades, de testes A-B com algumas pessoas próximas. Todos os esforços eram para chegarmos em um nome realmente forte e que nos representasse.

2013 – O início da construção

O dia da publicação da Pessoa Jurídica foi no final de 2012, mas ainda estávamos terminando os trabalhos de clientes da extinta Eté Design, assim, focamos em terminar as coisas e começar o ano seguinte centrados na nova marca e em novas idéias. Assim, em 25 de Janeiro de 2013 , fizemos um graffiti que está lá em uma banca pertinho da Santa Casa até hoje, presenteando a cidade. O resultado foi nossa Identidade Visual que está no site, e o vídeo institucional.

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Um dos layouts de brainstorms visuais que fizemos antes do Graffiti

Com o site pronto, cartões de visita e uma apresentação de nosso WordPress Design, o comercial iniciou suas vendas e em Fevereiro de 2013 fechamos o primeiro contrato. A equipe naquele momento eram eu, Everaldo Matias (Eve14)Gui Bressane, meu irmão e Eduardo Palazzo. Já tínhamos clareza que o foco seria WordPress mas ainda precisávamos ajustar o Modelo de Negócios. Meu irmão, Daniel Rojas, era nosso principal consultor administrativo e nos deu a base para a construção de uma estrutura empresarial. O Edu se afastou da Brasa logo no começo para se dedicar a sua carreira como designer no Grupo Fasano, onde todos nós trabalhamos por 2 anos.

Primeiro layout que chegamos para a versão  atual de nosso site

Primeiro layout que chegamos para a versão atual de nosso site

Depois de buscarmos fórmulas para empresas focadas em WP acabamos percebendo que só existem exemplos, as fórmulas ainda precisam ser criadas. Dessa busca, saiu essa apresentação aqui, e depois de algum tempo, a clareza de como faríamos o nosso negócio. A pesquisa acabou virando uma palestra minha no WordCamp São Paulo de 2013.

Se você ainda não sabe o que são WordCamps, vale uma pequena nota. Eles são conferências oficiais com foco em WordPress que acontecem em todo mundo, no brasil acontecem desde 2009, saiba como organizar um em sua cidade aqui. Um WordCamp é o principal evento motor das comunidades locais, mas a comunidade brasileira é feita de muitas ações e a comunidade em geral é mais ampla ainda, abrigando, as empresas especializadas, fundações, freelancers e usuários. Nossa ação na comunidade é bem ampla e profunda, escrevi esse post aqui sobre isso.

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As camisetas dos 3 WordCamps que ajudamos a organizar

 

2014 – Mudando e ampliando

Nossas ações na comunidade e essa palestra resultaram em um convite para eu participar do InterConWP do Imasters representando a comunidade brasileira de WordPress e a Brasa. Ainda não foram lançados os vídeos na integra mas dá para conferir um pouco das falas nesse vídeo aqui, vejam a foto do troféu “inédito” que ganhei 🙂

O troféu que ganhei por palestrar :)

O troféu que ganhei por palestrar…

O ano foi o das mudanças estruturais. Com a definição de nosso plano de negócios, fizemos as migrações de todos os projetos que hospedávamos para uma única Nuvem nossa, feita sobre medida, assim, passamos a oferecer o serviço de hospedagem especializada em WordPress e estamos melhorando cada vez mais nossa interface de Suporte aos clientes. Fizemos as padronizações em nosso código e em nosso desenvolvimento. Passamos a usar plenamente o Git como controlador de versões e agora nada se perde em nosso GitHub. Crescemos muito enquanto equipe e nos entendemos hoje como uma StartUp, que agora precisa produtificar seu serviço e entrar pra valer no mercado.

Tivemos uma passagem rápida de um especialista de AdWords, Cristiano Lima, que nos ajudou a organizar e implementar nossas campanhas de links patrocinados, muito obrigado por tudo Cris! Apesar do Gui se afastar para se dedicar a vida circense e o do Jony Schulz ter saído, 3 reforços de grande competência vieram em 2014.

Matheus, Lucas e Willow, novos na equipe

Matheus, Lucas e Willow, novos na equipe

O primeiro, Matheus Gimenez, nosso menino prodígio do Desenvolvimento, apareceu depois de fazermos uma chamada pelo oportunidades.wp-brasil.org, o motivo do interesse dele na gente? Nossa ação na comunidade e nosso portifólio.

O segundo, Lucas Lima, nosso especialista em gerenciamento de projetos, formado pela USP, está entrando como sócio e colocando a visão administrativa e estratégica da empresa nos trilhos corretos para o crescimento nos próximos anos.

O terceiro, Bruno Magrini ou Willow, nosso desenvolvedor “professor pardal” também formado pela USP, está entrando como Gerente de Projetos e concebendo em parceria, novos negócios.

2015 – Rumo ao terceiro ano

E agora começamos nosso terceiro ano com vontade e força total para nos estabilizarmos no mercado nacional de WordPress. Nos próximos meses passaremos a buscar aceleradoras de StartUps para fazermos parte e colocarmos tudo o que criamos para ser avaliado e melhorado.

Nossa meta este ano é consolidar nossa nuvem de hospedagem com o maior número de clientes, buscando a excelência no suporte e performance. Existe um grande mercado para sites de pequeno e médio porte que não encontram soluções de hospedagem seguras e satisfatórias para seus projetos em WP.

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Mapa da comunidade brasileira que ajudamos a elaborar

Esse ano nossa ação na Comunidade WordPress vai ser coordenada, cada um da equipe estará em uma frente. Ampliaremos nossa ação para ajudar a comunidade global com questões no make.wordpress.org e também publicaremos Plugins e Temas nos repositórios oficiais.

Queremos fomentar mais a cultura de contribuição ao WordPress por parte de empresas brasileiras, teremos um projeto específico para isso em parceria, em breve novidades. Feliz ano novo Brasa!

A Brasa na comunidade WordPress

Nossa ação começou antes da Brasa, ainda como Eté Design em 2010. Na época prestávamos serviços para a Ethymos e tinhamos o HackLab como uma referência, temos até hoje bons amigos nas duas empresas. Convidados pelo Leo Germani, que conheço desde o início do CulturaDigital.br, fomos eu e Everaldo para o WordCamp Curitiba 2010, fiz uma palestra para uma comunidade que eu ainda mal conhecia, apresentando o caso do Maracatu.org.br, vejam abaixo:

Agindo na tradução para o pt_BR

No meio da tarde em uma sala da Faculdade uma galera se juntou e através um papo prático que tava rolando lá, fiz meu usuário no wordpress.org e entendi como se fazia a tradução do próprio WordPress para o português brasileiro no translate.wordpress.org. Naquele dia mesmo, com a ajuda da Cátia e do Eduardo Zulian, fiz as primeiras traduções de strings. Desde então tento ajudar constantemente em todos os releases. Esse costume de troca direta de conhecimento anda sumido dos WordCamps pelo Brasil, vamos fazer isso em São Paulo em 2015.

Conhecendo um “automattician”

Lá em Curitiba, o evento de 2010 contou com a presença de José Fontainhas, fundador da comunidade Brasileira e de Portugal que na época ainda trabalhava na Automattic, foi muito importante para mim conviver um pouco com ele: pelo o que ele falou sobre o potencial da comunidade brasileira; sobre ele afirmar que as dezenas de milhões de sites do wordpress.com rodam em uma única instalação; e também no WordCana, porque nos presenteou com um cartãozinho de crédito mágico para despesas 🙂

Convivência com a militância do Software Livre

Quem organizou o evento em Curitiba em 2010 e 2012 foi o Vinicius Massucheto, que nos recebeu em sua casa, uma prática à ser cultivada. Ele é um dos principais líderes da comunidade Brasileira e, ainda hoje, nosso principal guru e amigo. Achei ele dando uma entrevista, coisa rara, falando da realidade da comunidade:

Em 2014 fomos para o WordCamp Belo Horizonte e pudemos conviver com o Rodrigo Primo, desenvolvedor do HackLab que têm sido um exímio palestrante dos últimos WordCamps. Ele abriu nossos horizontes sobre como poderia ser o futuro de nosso negócio e de nossa ação na comunidade.

Agindo no Fórum Brasileiro e no participe.wp-brasil.org

O Everaldo e o Matheus mantém uma cultura de responder perguntas no Fórum Oficial e fazem parte da equipe de Moderadores, eu fico mais ativamente no canal de Participação de nossa comunidade, um dos resultados concretos dessa interação é uma apresentação de 2014 das ações.

Fomentando e Organizando WordCamps

Fiz parte da organização do WordCamp Cutiritiba 2012 ainda sozinho e desde então convenci facilmente a todos da equipe a participarmos da organização do WordCamp São Paulo: em 2012 (organizado pela Cátia Kitahara); em 2013 (organizado pelo Vinicius Massuchetto); em 2014 (organizado pelo Claudio Sanches).

Veja esse post sobre nossa participação no WordCamp São Paulo 2013 e também entenda mais sobre WordCamps. Veja um post sobre nossa participação em 2014. Recentemente fomos para o 1º WordCamp Salvador, lá pude fazer uma entrevista com seu organizador, Leo Baiano, um outro grande líder que fala sobre como é possível criar uma comunidade WordPress e um WordCamp em qualquer lugar, veja nesse post.

Visual do Tema da Comunidade WordPress-BR

Na época do WordCamp São Paulo 2013, conseguimos fazer uma coisa que estávamos nos propondo a fazer faz muito tempo, assim, fizemos eu e o Everaldo, o visual do novo tema da Comunidade WordPress-BR. Vejam abaixo:

Layout2013-WP-Brasil-brasa-v02

Ele foi programado de um dia para o outro com uma equipe voluntária formada principalmente pelo Vinicius, Claudio e Rafael Funchal. Se quiser colaborar com esse projeto, participe do desenvolvimento dele pelo repositório da comunidade no GitHub.

Colaborando com o blog do wp-brasil.org

Também buscamos participar ativamente com publicações no site principal da comunidade, principalmente nosso mais novo integrante, Lucas Lima, mas eu também. Sempre buscando trazer novidades e compilações sobre eventos, discussões e informação aos que seguem e visitam o blog.

A Brasa na Gringa

A Brasa também tem representação nos EUA através do Lucas. Ele fez parte ativa da comunidade brasileira no ano de 2013 e em 2014 se mudou para St. Louis (Missouri), onde já se coloca a disposição para ajudar com a comunidade local e inclusive está na organização do Wordcamp St. Louis 2015.

2015 está só começando e nossa ação na comunidade só vai ampliar e se organizar cada vez mais! Até breve!

Sobre o WordCamp Salvador

Salvador é mágica. Pelo povo, pela história, pela beleza e pelo tempo. Estar na bahia é obrigatoriamente estar no tempo dos baianos, é sair do frenesi de sempre querer fazer o que precisa ser feito o mais rápido possível, para estar fazendo as coisas sempre, mas sem pressa. Aqui ou você vai de boa, ou você não vai à lugar nenhum. É estranho explicar como, mas tive a sensação nítida de que o Brasil começou aqui e pelo que percebi, as mesmas desigualdades, violências e inconsequências de que qualquer cidade grande também estão aqui 🙁

Bom, agora sim vou falar do evento, WordCamp Salvador 2014. O evento foi um sucesso de público com 153 pagantes, e mais cerca de 40 pessoas como palestrantes, organizadores, voluntários e micro patrocinadores (Comunidade). Fiz uma entrevista com o organizador Leo Baiano, que gostaria de compartilhar, segue:

Não peguei a abertura do evento, mas logo ao chegar e ver as pessoas ajudando, as estruturas, voltei no tempo, para Curitiba em 2010, o primeiro WordCamp local que foi feito no país, num formato mais universitário, mais comunitário, com menos status e mais trabalho humano. Cartazes de localização e indicação impressos em sulfite e um faculdade simples, mas estruturada, também me levaram ao passado.Tivemos a presença inédita de um Sagui em um WordCamp, aqui conhecido como Mico 🙂 Seguem algumas fotos:

A programação foi bem diversa com figuras conhecidas do cenário nacional, mas com um grande foco em palestrantes da região também, com contextos e sotaques mais semelhantes. O conteúdo ao meu ver foi em sua maioria para desenvolvedores, mas design e produção de conteúdo estavam sim contemplados, e bem contemplados por sinal. Senti falta de apresentações sobre negócios WordPress, tanto casos de sucesso como abordagens teóricas sobre o assunto.

Já conhecia o Leo de outros WordCamps (e WordCanas) mas agora pude conhecer melhor seu trabalho como líder da comunidade local e também estou impressionado. Seu Guia de Sobrevivência bem humorado e certeiro já me deu dicas do que estaria por vir, mas foi a matéria sobre o evento que saiu no WPTavern que deu a dimensão de sua capacidade de ação, parabéns a toda a comunidade WordPress soteropolitana.

 

Hook, Fork e Commit

Se alguém chegou faz pouco tempo na área de desenvolvimento de sites WordPress muito provavelmente vai ouvir falar dessas palavras. Querendo esclarecer um pouco para todos e para mim mesmo… fui atrás. A compreensão dos termos em alguns casos é simples e em outros não.

Fork

Imagine que durante o desenvolvimento de um software ou aplicativo uma parte de sua equipe resolva seguir para outro lado, fazer uma bifurcação do caminho, isso seria uma Fork.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bifurca%C3%A7%C3%A3o

O wordpress em sí não possui muitos forks conhecidos, mas ele em sí é/foi um fork, do b2/cafelog. Entendem a importância disso agora?

O b2 só existe hoje em forma de um blog lápide e em versão comercial pero no mucho b2evolution. Essa ferramenta ecoa até hoje ao meu ver no tema p2.

Hook

Isso aqui já é completamente diferente, é uma pouco mais complicado. Um hook, é um gancho em um código, ou seja, uma entrada para vc modificar naquele ponto do software alguma coisa, o WordPress é impressionantemente flexível porque já acumula 1.648 hooks:

Têm um cara que mantém uma base de dados de todos os Hooks do WordPress. Na documentação oficial você vai encontrar as informações principais, aqui: http://codex.wordpress.org/Plugin_API/Hooks . O Yoast falou muito bem disso também (em inglês).

Commit

No contexto de ciência da computação e do gerenciamento de dados commit refere-se à ideia de fazer permanentes mudanças experimentais. No contexto do controle de versão, mais especificamente do Git*, refere-se a submeter as últimas alterações do código fonte ao repositório e fazer com que estas alterações se tornem parte da versão principal (head) do repositório.

Commit já é praticamente um verbo, em breve estará no aurélio o verbo “commitar”, o ato de enviar uma pequena melhoria no desenvolvimento de alguma coisa.

*Git é um software livre de controle de versão, disponível em seu próprio site: http://git-scm.com/. Existe no próprio site um extensa documentação sobre o uso da ferramenta, mas em breve faremos um post sobre os primeiros passos no Git.

Uma prévia do novo Tema Padrão – Twenty Fifteen

Konstantin Obenland lançou o primeiro olhar sobre o tema Twenty Fifteen em um post do Make. Takashi Irie, o designer da Automattic que criou Twenty Fourteen, foi convidado por Matt Mullenweg para projetar o próximo tema padrão. Estão fazendo parte da equipe oficialmente Konstantin e Ian Stewart.

Está confirmado que Twenty Fifteen será de fato um tema focado em blogs, de acordo com a descrição de Irie:

Twenty Fifteen é, um tema focado em um blog limpo, concebido através da simplicidade. Com atenção especial à tipografia, o tema trata o texto como uma parte importante da interface do usuário. Usará as Google Fonts, Noto Serif e Sans – uma família de fontes projetada para ser visualmente harmoniosa em muitos idiomas do mundo, um encaixe perfeito para os passos de internacionalização que estão sendo feitos no core do WordPress.

A primeira prévia do tema mostra que ele inclui uma barra lateral e faz uso de espaço em branco para enfatizar o conteúdo:

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O tema vai incluir a capacidade de adicionar uma imagem de cabeçalho e um fundo personalizado. Obenland compartilhou imagens adicionais, que mostram o tema com o texto apenas e uma versão ainda mais personalizada com exemplos de como pode aparecer em dispositivos móveis.

Twenty Fifteen está sendo projetado a partir de uma primeira abordagem móvel, mas Obenland afirma que o projeto em si está “longe de terminar.” Depois de finalizar o projeto,  uma versão será aberta para testes. Os que se apresentarem como voluntários participarão dos testes para garantir que ele atende aos padrões do WordPress.

Twenty Fifteen está previsto para ser incluído no WordPress 4.1, que está programado para ser lançado em dezembro deste ano.

Conteúdo retirado e livremente traduzido do post original da WpTavern.

Palestra: WordPress como Modelo de negócio e de trabalho

No WordCamp São Paulo de 2013, além de ajudar a organizar e produzir muita coisa, eu me meti a fazer uma palestra, e ela basicamente falava sobre minha pesquisa para entender um negócio especializado em WordPress, para entender melhor a própria Brasa. Assim, querendo saber mais sobre todos os negócios e oportunidades que estão nascendo ao redor dele, fui atrás dos caras que estão se dando bem, com projetos e empresas bem sucedidas, e encontrei muitas formas de se ter sucesso, assim nasceu a vontade de falar sobre isso.

Inicialmente também  abordava o, na época recém lançado, livro The Year Without Pants” de Scott Berkun, mas por considerar que esse trecho estendia muito a linha de pensamento, o retirei. Segue agora uma versão inédita da palestra, atualizada e organizada em slides. Clique no primeiro e vá avançando.

Gostou? Quer ver mais? Visualize-a completa em nosso Google Drive:

Ver Palestra Completa

Repositório Git oficial está disponível para ajudar no Desenvolvimento do Core do WP

Andrew Nancin divulgou na última semana no Make que o WordPress.org manterá um mirror oficial de desenvolvimento em Git. Serão repositórios só leitura correspondentes aos repositórios SVN. Para fazer seu clone use o comando:

git clone git://develop.git.wordpress.org/

O formato não é extremamente fácil para contribuir, assim com seria via GitHub, mas o próprio Andrew cita no post um tutorial da Scribu.net “Contribuindo para o WordPress usando Git” (em inglês). Também foram lançados repositórios correspondentes do BBPress, do BuddyPress e outros.

Essa decisão não significa uma tendência do projeto WordPress de deslocar o controle de seu desenvolvimento para o Git e abandonar o SVN, na verdade a idéia é de manter as duas formas de contribuir para sempre. O objetivo da fundação é aumentar a abrangência do voluntariado que está disposto à ajudar no Core.

A próxima pretensão dos desenvolvedores é o lançamento de repositórios correspondentes de Temas e Plugins, mas serão precisos mais investimentos e mais equipes para tal. Essa semana o repositório ainda estará como Beta, provavelmente com alguns bugs, mas a tendência é de que isso se estabilize rapidamente.

A notícia saiu no mesmo dia do post do Andrew no WpTavern, para quem não conhece, um dos mais importantes blogs que acompanham o desenvolvimento do WP ao redor do mundo, a casa do podcast WordPress Weekly. Por trás dele estão, a Audrey Capital e o próprio Matt Mullenweg.

Quando Reformas de Sites em WordPress são necessárias

Resolvemos começar o post, o ilustrando de forma prática, com o caso de um de nossos clientes que precisava de uma baita Reforma! A Ação Educativa nos procurou porque precisava de um novo visual para o projeto De Olho nos Planos. Um projeto audacioso que vai acompanhar a construção dos Planos de Educação municipais em todo o Brasil.

Partimos desse layout:

de-olho-nos-planos-alpha

 Para chegarmos nesse:

de-olho-nos-planos-beta

Refizemos todas as páginas do site, focando na navegação de Notícias, de páginas explicativas e das publicações em PDF nas páginas Biblioteca e Coleção de Olho nos Planos.

 

Sobre avaliar quando é preciso Reformar

Se você conhece alguém insatisfeito com WordPress e puder gastar um pouco de tempo, vá até a resolução do problema ou ao menos até entendê-lo, vai ver que dificilmente o problema estará no WP.

Em 99% dos casos o problema é de algum plugin, de algum template, função mal escritos, design mal pensado ou feio, problemas na hospedagem, ou ainda, simplesmente estar rodando em uma versão antiga.

Nos outro 1% dos casos você achou um bug e pode contribuir no desenvolvimento do WP! Veja o handbook para contribuir (em inglês).

Se no caso, é você que possui um site em WordPress e não está satisfeito, provavelmente você está em alguns do cenários abaixo:

1. Você fez tudo sozinho até agora, já são muitos plugins rodando em um tema alterado, o site já está com bastante conteúdo e ainda por cima, está rodando em um versão antiga porque têm receio de que alguma coisa vá dar erro.

2. Seu projeto é um “WordPress customizado e “reconfigurado” diversas vezes por diferentes profissionais que, de uma forma ou de outra, acabaram por criar uma colcha de retalhos

3. Você teve uma ideia contratou um freelancer e foi desenvolvendo o site com certa dificuldade, implementaram uma série de plugins em um tema comprado em um Loja de Temas e o site está quase pronto, mas alguns bugs simplesmente são um mistério. Agora seu freelancer simplesmente não atende o telefone.

4. Você têm um site funcional e na versão atualizada do WordPress, mas o design do site precisa ser completamente renovado para dar melhor forma e destaque aos seus conteúdos. Além disso algumas “coisinhas novas precisam ser implementadas” 😉

Em qualquer um desses casos e ainda em outros, você pode procurar a Brasa para realizar um orçamento, se não, procure por desenvolvedores envolvidos na comunidade WordPress-BR, que possui um quadro para postagem de Oportunidades de Trabalho em WP.